Reversão da perda de memória

A doença de Alzheimer é um tipo de doença que acaba por provocar uma deteorização global, progressiva e irreversível de diversas funções cognitivas, entre elas, a memória, concentração, atenção ou até mesmo o pensamento! Esta deteorização tem como consequência alterações no comportamento, na personalidade e na capacidade funcional da pessoa, dificultando a realização das suas actividades de vida diária.

Imagem

À medida que as células cerebrais vão sofrendo uma redução de tamanho e número, formam-se tranças neurofibrilares no seu interior e “placas” velhas no espaço exterior existente entre elas. Esta situação acaba por impossibilitar a comunicação dentro do cérebro e danifica as conexões existentes entre as células cerebrais. Estas acabam por morrer e isto traduzir-se-á numa incapacidade de recordar a informação. Deste modo, vão sendo afectadas diversas áreas cerebrais, perdendo certas funções ou capacidades. Assim que se perde determinada capacidade, raramente se consegue recuperar ou reaprender!

Pela primeira vez, cientistas conseguiram reverter a perda de memória associada à doença de Alzheimer.
O sucesso veio através de um processo de terapia genética, feito numa amostra de ratinhos de laboratório, numa fase inicial da doença. Assim se conseguiu determinar o mecanismo celular envolvido na consolidação da memória e, a partir daí, poder-se-á desenvolver uma terapia genética que possa reverter a perda de memória!

No hipocampo, região do cérebro responsável pela memória, foi injectado um gene, gene esse capaz de produzir um tipo de proteína, bloqueada nos pacientes com Alzheimer – a Crtc 1.
Uma vez restaurada através desta terapia genética, esta proteína transmite os sinais essenciais para reativar os genes envolvidos na consolidação da memória a longo-prazo. 
Para identificar esta proteína, os especialistas compararam a forma como este gene se expressava no hipocampo dos ratinhos transgenicamente modificados, que desenvolveram a doença. Através desta observação, os investigadores verificaram que os genes envolvidos na consolidação de memória coincidiam com aqueles que regulavam a Crtc 1. Uma alteração destes poderá provocar perda de memória numa fase inicial da doença de Alzheimer, sendo que “Quando a proteína Crtc 1 sofre algum tipo de mutação, os genes responsáveis pela sinapse, ou conexões entre neurónios no hipocampo, são desativados e o indivíduo acaba por perder as suas capacidades de memória”, explicam.

Ana Margarida Nunes, 12ºCTB

Anúncios

Sobre 13moleculasapular

Química (do egípcio kēme (chem), significando "terra") é a ciência que trata das substâncias da natureza, dos elementos que a constituem, das suas características, propriedades combinatórias, processos de obtenção, das suas aplicações e da sua identificação. Estuda a maneira pela qual os elementos se ligam e reagem entre si, bem como a energia desprendida ou absorvida durante estas transformações.
Esta entrada foi publicada em Uncategorized. ligação permanente.

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s