O que acontece nos apaixonados…

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Bem, vem aí o Outono e com ele chega o frio e a chuva. Este tema ajuda-vos a perceber como é que podemos arranjar uma alma gémea para ajudar a aguentar o frio, enroscados no sofá, ou observar a chuva com a lareira acesa de forma muito romântica…

A pergunta principal é: “como é que nos apaixonamos?” 

Mas para perceber isso precisamos primeiro de definir o que é o amor! A antropóloga norte-americana Helen Fisher, autora de “Porque Amamos – A Natureza Química do Amor Romântico” , tem vindo a dedicar a sua carreira a decifrar esse enigma. A resposta, defende na obra, é menos romântica e mais previsível do que se esperava. O amor é… química, sentencia friamente. Uma alquimia complexa que envolve duas hormonas sexuais, a testosterona e o estrogénio, e dois neurotransmissores, a dopamina e a serotonina. A ciência, afinal, apenas confirma o senso comum. Quantos de nós já não nos escudamos na “química” para explicar aquele magnetismo incontrolável, o desejo irrefreável, a vertigem sentimental que nos liga a alguém? Química portanto, não simbólica mas literal.
A visão fica a dever muito ao romantismo, mas Fisher vai mais longe. A professora de Antropologia da Universidade de Rutgers socorre-se de Darwin para explicar que o amor, mais do que um sentimento nobre e transcendental, tem um papel evolutivo: existe para permitir a reprodução da espécie. E ainda que, como animais sexuais que somos, não precisemos de amar para nos envolvermos sexualmente, todos procuramos a pessoa ideal para assentar e constituir família. Mais do que máquinas sexuais, somos máquinas reprodutoras, diz-nos Fisher. O amor é apenas um meio para um fim muito mais nobre: a sobrevivência da raça humana. Esqueça, pois, os chocolates Godiva, as trufas, os diamantes e o champanhe caro.
A poção do amor não pode ser comprada nem mesmo na melhor loja. A primeira boa notícia é que existe dentro de cada um de nós. Basta encontrar a pessoa certa para a activar. A segunda é que a ciência pode ajudar-nos a consegui-lo mais eficazmente.
A tontura inicial que surge quando estamos a apaixonarmo-nos, inclui um aceleramento do coração, rubor na pele e humidade nas mãos. Pesquisadores afirmam que isso ocorre por causa da dopamina, norepinefrina e feniletilamina que eliminamos. A dopamina é considerada o “elemento químico do prazer”, que produz a sensação de felicidade. A norepinefrina é semelhante à adrenalina, causadora da aceleração do coração e da excitação. De acordo com Helen Fisher, estes dois elementos juntos causam elevação, energia intensa, falta de sono, paixão, perda de apetite e concentração num único foco. Afirma também que “O corpo humano lança o cocktail do êxtase do amor apenas quando encontramos certas condições e… os homens produzem esse cocktail com mais facilidade, por causa de sua natureza mais visual”. Por isso somos nós homens que ficamos parvos e todos babados quando vemos a miúda com as melhores curvas a passar no corredor da escola!
Os pesquisadores utilizam exames de ressonância magnética para analisar o cérebro das pessoas enquanto estas observam fotografias de quem amam. Segundo Helen Fisher, o que eles vêm nessas imagens durante a fase “não-penso-em-outra-coisa” do amor – a fase da atracção – é o direcionamento biológico de focar numa única pessoa. As imagens mostraram um aumento no fluxo de sangue nas áreas do cérebro com altas concentrações de receptores de dopamina, substância associada aos estágios de euforia, paixão e vício. Os altos níveis de dopamina também estão associados à norepinefrina, que aumenta a atenção, memória de curto prazo, hiperatividade, falta de sono e comportamento orientado. Noutras palavras, casais nesta fase, concentram-se muito no seu relacionamento e não se preocupam com mais ninguém.
Por isso os apaixonados já não podem dizer que foi o “destino” que juntou as suas vidas.. Foi química!!

 

Miguel Bhagubai 12ºCTA

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Sobre 13moleculasapular

Química (do egípcio kēme (chem), significando "terra") é a ciência que trata das substâncias da natureza, dos elementos que a constituem, das suas características, propriedades combinatórias, processos de obtenção, das suas aplicações e da sua identificação. Estuda a maneira pela qual os elementos se ligam e reagem entre si, bem como a energia desprendida ou absorvida durante estas transformações.
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